Anacreon de Téos

Anacreon de Téos

 Luiz Augusto Xavier é o nome por trás do pseudônimo Anacreon de Téos. É jornalista especializado em gastronomia e cozinheiro na incansável busca de novos sabores e novas texturas.

Panela do Anacreon

Tem "Festival do Conchiglione" na Cantina do Délio, até o fim do mês

16/09/2026 17:34
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Conchiglione de ossobuco da Cantina do Délio. | Foto: Denise da Vinha

Não tem momento mais confortante do que ter a chance de saborear uma massa recheada, derretendo à saída do forno. Por isso as lasanhas fazem muito sucesso, sejam quais forem os recheios.
E é também a razão de os conchiglioni cativarem tanta gente. Desde séculos e séculos atrás, já que é considerada uma das mais antigas criações dos italianos. Surgiu na Sicília, no século XII, com formato de concha (daí o nome), para poder rechear principalmente pescados e frutos do mar.
Délio Canabrrava e os cinco conchiglioni componentes do Festival do Conchiglione da Cantina do Délio. | Foto: Divulgação
Délio Canabrrava e os cinco conchiglioni componentes do Festival do Conchiglione da Cantina do Délio. | Foto: Divulgação
A pronúncia correta é “conquilhione”, embora muita gente, inclusive de restaurantes, equivocadamente, chame de “conxilhone”. O que não é o caso, claro, do pessoal da Cantina do Délio, que está, exatamente, homenageando esta massa, num festival especial que vai até o último dia desse setembro. Na Itália, é preparo de mesa de domingo, sabor de família, da cucina casalinga, como eles chamam. E é justamente esse caráter caseiro que a casa quis colocar em evidência.
Dos recheios propostos a partir da concepção do chef Délio Canabrava, o ossobuco é o que mais foge do repertório usual do formato da massa. Prato símbolo da cozinha milanesa, normalmente servido com risoto ou polenta, na Cantina do Délio, está sendo oferecido desfiado e transferido para dentro da concha, mantendo o molho do próprio cozimento.
São cinco os conchiglioni selecionados para o o Festival do Conchiglione. O Conchiglione de camarão com queijos (R$ 129), tem no recheio os camarões salteados, envolvidos em uma fonduta cremosa de queijos, que gratina no forno.
Conchiglione de camarões com queijo.  | Foto: Denise da Vinha
Conchiglione de camarões com queijo. | Foto: Denise da Vinha
Dois são vegetarianos, os de Abóbora e brie (R$ 98), que tem a abóbora assada em creme, brie derretido e um toque de noz-moscada e o de Ricota cremosa e espinafre (R$ 98), que apresenta a ricota fresca, espinafre e nozes tostadas. O recheio mais antigo da cozinha italiana caseira, do jeito que se faz em casa.
Os outros dois restantes contêm carne, um com recheio de Mignon, gorgonzola e funghi (R$ 110), tendo o filé mignon em cubos, creme de gorgonzola servido ao molho funghi, sendo gratinado no forno, até dourar. O outro é o já citado de Ossobuco (R$ 98), trazendo, então, o ossobuco cozido lentamente, até desfiar, sendo servido no próprio molho de cozimento e gratinado com parmesão.
Conchiglione de ricota cremosa e espinafre.  | Foto: Denise da Vinha
Conchiglione de ricota cremosa e espinafre. | Foto: Denise da Vinha
Para harmonizar, a cantina sugere dois rótulos italianos, disponíveis em taça (R$ 32) e em garrafa (R$ 89). O Corbelli Sangiovese, tinto, de acidez viva e taninos macios, é sugestão para acompanhar o Mignon, gorgonzola e funghi e o Ossobuco. Já o Corbelli Pinot Grigio, um branco leve e cítrico, acompanha os recheios de Camarão com queijos, Abóbora e brie e Ricota cremosa e espinafre.
O Festival é realizado em parceria com a importadora Porto a Porto, origem tanto da massa quanto dos vinhos da harmonização.
Cantina do Délio Batel
Rua Teixeira Coelho, 255 – Batel
Terça a sexta, 11h às 15h e 18h às 23h; sábado, 11h às 16h e 18h às 23h; domingo, 11h às 16h
Cantina do Délio Itupava
Rua Itupava, 1094 - Alto da XV
Reservas: WhatsApp (41) 98488-6498
Segunda a sexta, 11h às 15h e 18h às 23h; sábado, 11h às 16h e 18h às 23h; domingo, 11h às 16h
Instagram @cantinadodelio