
Bruna Loddo
Bruna Loddo atua na estruturação e na gestão de projetos gastronômicos, com foco em eventos e experiências. Com trajetória na operação de restaurantes e na produção de eventos, desenvolveu um olhar estratégico sobre o que sustenta – e o que compromete – uma entrega. Na coluna Petit Four: Gastronomia e Eventos, ela revela os bastidores da gastronomia em eventos e as decisões invisíveis que determinam o sucesso de uma experiência.
Petit Four: Gastronomia e Eventos
O custo invisível de um evento que não marcou

Curadoria de eventos evita experiências mornas e prejuízos. Créditos: Divulgação
Todo mundo sabe o quanto custou um evento.
Poucos sabem o quanto ele deixou de valer.
Existe uma conta que nenhum fornecedor apresenta e que quase nenhum cliente se lembra de fazer: o custo do que não funcionou.
Não falo do erro visível.
O prato que caiu.
O equipamento que pifou.
O serviço que atrasou.
O prato que caiu.
O equipamento que pifou.
O serviço que atrasou.
Esses têm preço.
O custo invisível é mais caro.
É o executivo que não renovou porque “não sentiu clima”.
O parceiro que elogiou a comida, mas achou o evento genérico.
A família que comemorou um marco empresarial e só se lembra da data.
O cliente fica impressionado pela nota fiscal, não pela noite.
O parceiro que elogiou a comida, mas achou o evento genérico.
A família que comemorou um marco empresarial e só se lembra da data.
O cliente fica impressionado pela nota fiscal, não pela noite.
Esse prejuízo se multiplica.
Um evento morno custa novos convites para tentar consertar.
Um relacionamento frio custa anos de follow-up.
Uma decisão adiada custa mercado perdido.
Um relacionamento frio custa anos de follow-up.
Uma decisão adiada custa mercado perdido.
A origem, muitas vezes, está na falta de curadoria prévia da experiência completa.
Não é só gastronomia.
É criar uma noite memorável, que ninguém esquece.
É criar uma noite memorável, que ninguém esquece.
Antes do primeiro briefing, é preciso entender: o que este evento precisa entregar?
Um encontro de negócios pede ritmo.
Uma celebração familiar pede pausa.
Um cliente estratégico pede leitura.
Um anfitrião em evidência pede proteção.
Uma celebração familiar pede pausa.
Um cliente estratégico pede leitura.
Um anfitrião em evidência pede proteção.
Curadoria é esse entendimento anterior que orquestra tudo.
O cardápio.
O fluxo de serviço.
O ritmo da música.
A circulação da equipe.
Até o lugar onde os garçons devem, ou não devem, parar de pé.
O fluxo de serviço.
O ritmo da música.
A circulação da equipe.
Até o lugar onde os garçons devem, ou não devem, parar de pé.
Sem ela, até uma execução perfeita pode virar um terno bem cortado que não veste o corpo certo.
Serve.
Mas não transforma.
Mas não transforma.
O mercado precifica o visível: buffets, serviços cinco estrelas, espaços instagramáveis, flores, louças e mobiliário.
Mas esquece que experiência sem curadoria prévia é investimento sem direção.
Quando um encontro carrega reputação, vínculo ou decisão, pensar antes deixou de ser sofisticação.
É proteção de valor.
Porque o evento que não marca também custa.
Só que essa conta quase nunca chega no orçamento.


