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Massas coloridas da L’artigiana Pastifício.

Receitas e Pratos

Contamos os segredos do preparo das massas caseiras coloridas

Guta Bolzan, especial para o Bom Gourmet
15/08/2022 14:04
Uma boa massa é quase uma unanimidade: todo mundo gosta. Mas a versão da massa caseira colorida é a prova de que tudo que é bom pode ficar um tantinho melhor. Nessa versão, além de cor, a massa ganha os nutrientes dos legumes e verduras usados para a coloração. Além disso, abre possibilidades para a criação de diversos formatos e apresentações.
A versão verde, feita com espinafre, já é uma velha conhecida dos amantes de massas. Mas as possibilidades são inúmeras. Cenoura, beterraba, cúrcuma, pitaia e até tinta de lula podem ser utilizadas para acrescentar cor a este preparo tão tradicional no mundo todo. A adição dos corantes naturais à massa caseira colorida acaba por deixá-la mais nutritiva. O foco não é a alteração do sabor, mas a cor.
“Por isso os alimentos mais utilizados para colorir são o espinafre e a beterraba, que são mais fáceis de encontrar e também mais neutros. Outros produtos, como manjericão e cogumelos, também colorem, mas deixam um sabor muito forte”, ensina a chef Erica Cesconetto, da L’artigiana Pastifício, em Curitiba.

Flor de fada para fazer massa azul

Alguns alimentos utilizados na massa caseira colorida podem ser bastante inusitados. Esse é o caso da flor da fada azul (Clitoria ternatea), por exemplo. A planta de origem asiática pertence à família do feijão e das vagens e é também conhecida como feijão-borboleta ou cunhã.
“O chá da flor tem um forte tom de azul, que produz uma massa no mesmo tom”, diz o chef Dalton da Fonseca, da casa de massas curitibana Casa della Pasta, que também costuma utilizar páprica defumada e repolho roxo nos preparos.

Para fazer a massa caseira colorida, fique atento à hidratação

Na receita tradicional, a massa leva apenas dois ingredientes: farinha e ovos. A adição de um ingrediente extra, além da cor, deixa a mistura mais hidratada, o que é um ponto de alerta para quem vai se aventurar na produção caseira. “Isso acaba sendo uma pegadinha, pois não basta só adicionar o legume ou a verdura, é preciso saber compensar a água do ingrediente que vai para a massa”, explica Erica.
Para driblar essa questão, a dica da chef é usar pouca ou nenhuma água no cozimento do alimento, antes de misturá-lo à massa. “Ao invés de cozinhar a beterraba na água, é melhor assá-la, por exemplo.”
Outro ponto importante é não utilizar apenas farinha de trigo. “Eu indico usar uma parte de sêmola de trigo e outra parte de farinha, que seja própria para massas. Isso porque a sêmola tem pouca proteína, o que faz com que ela absorva menos água. Com a adição dos legumes e verduras, se usarmos só farinha, o resultado é uma massa mais mole”, ensina.

Além do formato tradicional

A recomendação é utilizar espinafre e beterraba, por serem mais neutros e não deixarem sabor na massa.
A recomendação é utilizar espinafre e beterraba, por serem mais neutros e não deixarem sabor na massa.
Para além das cores, também é possível apostar em diferentes modelagens e formatos. Quem tem mais habilidade manual, pode fazer formatos variados à mão. Ou, então, utilizar moldes para fazer cortes em formatos mais precisos e padronizados.
Outra opção é brincar com a mistura de cores numa mesma massa. “Eu costumo utilizar listras coloridas. Aí eu modelo a massa na cor que eu quero e depois uso uma massa de outra cor, como se fosse uma capa”, explica o chef Dalton da Fonseca.
Aprenda duas receitas de massa caseira colorida.

Raviolli de queijo com massa de espinafre

Raviolli em formato de coração com aplicação de flores da L’artigiana Pastifício.
Raviolli em formato de coração com aplicação de flores da L’artigiana Pastifício.

Talharim de beterraba