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Terrine vence o concurso Desafio do Chef 2013
Durante a prova final, os aromas de cebola caramelizada, frango, peixe e carnes selando, maçã e gengibre se misturavam. A expectativa e ansiedade dos oito finalistas estavam altas, era palpável. Foi a bancária Juliana Caldas com sua terrine quem ganhou o estômago e a simpatia dos jurados e até dos concorrentes da prova final do Desafio do Chef 2013.
Juliana, que adora fazer hambúrgueres caseiros, resolveu testar o formato de terrine para servir mais pessoas. Na receita, o lombo e o patinho são processados com páprica, cascas de limão cravo, sal e pimenta, e recheada com cebolas caramelizadas. A carne é colocada na forma forrada com bacons e assada por 45 minutos em forno a 180 graus C. Segundo a cozinheira amadora, o sabor da terrine fica melhor ainda no dia posterior.
Os cinco jurados foram quase unânimes ao dar a nota máxima para Juliana (sua média foi de 9,88). “O nível da prova estava muito interessante. Esta terrine poderia ser servida em um restaurante de cozinha contemporânea, por exemplo”, destacou o blogueiro de gastronomia do Bom Gourmet, Luiz Xavier. Ele compôs o júri junto com o diretor-geral do Centro Europeu José Ost, o gerente de produtos da Paganini Alexandre Yamauchi, a chef Manu Buffara, do restaurante Manu e o colunista de vinhos do Bom Gourmet, Guilherme Rodrigues.
Em segundo lugar ficou o ravióli de maçã com muçarela de búfala do engenheiro Washington Takeuchi, classificado na primeira etapa do concurso. O prato foi feito com calma e cuidado pelo cozinheiro e o sabor delicado e a apresentação minimalista encantaram os jurados. O terceiro lugar foi um empate entre os dois finalistas da etapa de cozinha brasileira: a paçoca de pinhão do advogado Carlos Menosso e o doce furrundu, com mamão verde e rapadura, do supervisor de marketing Igor Pacheco.






Desafio do Chef 2013 – Pódio
Os outros quatro pratos que concorreram foram avaliados pelos jurados como receitas com toques de personalidade e que fogem do lugar-comum. “Gostei de todos, mas alguns se destacaram. Avaliar um prato é como avaliar uma obra de arte: temos que ver a história, a estética, o sabor e o aroma. E todos apresentaram história e proposta”, disse José Ost.
Os cinco finalistas de cada uma das etapas eliminatórias foram selecionados pelo professor do Centro Europeu e chef Celso Freire, que também foi jurado nas quatro provas. Para cada tema ele escolheu as receitas que considerou mais interessantes. “Li todas as receitas inscritas. Ter um mesmo olhar para todas as etapas cria uma forma única de escolher no meio de uma pilha de receitas, acho que ficou uma seleção bem legal”, disse.
Da primeira etapa, havia sido selecionado o risoto de espinafre, gorgonzola, uva verde e presunto Parma do empresário Fabio Azevedo. Na segunda etapa, de carnes brancas e peixes, o filé de garoupa grelhada com purê de banana-da-terra e farofa de bottarga do administrador de empresas Bernardo Fuck e o frango ao mel com amêndoas e especiarias da servidora pública Louise Wiedmer. Na terceira, de carnes vermelhas, o assado berlinense do projetista eletromecânico aposentado Gunnar Lehner, que foi classificado com a terrine.
Todos os participantes ganham uma cesta com produtos Paganini e um exemplar do livro Cozinha Italiana – o Melhor de Cada Região, do Centro Europeu.



