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Papapá: a marca que surgiu da necessidade materna e incentiva a alimentação saudável e prática para as crianças

Paula Afonso, fundadora e diretora de inovação da Papapá, empresa que tem como foco a alimentação prática e saudável na infância. Crédito: divulgação
Conciliar uma alimentação saudável com a rotina corrida das famílias tem se tornado, cada vez mais, um desafio para os pais. Com trabalho, viagens, idas às escolas e compromissos do dia a dia, cresce a busca por alimentos práticos que sirvam como apoio para manter uma alimentação equilibrada também para os pequenos. Foi justamente dessa realidade, vivida por Paula Afonso, fundadora e diretora de inovação da Papapá, que nasceu a marca paranaense especializada em alimentos naturais para bebês e crianças.
Tudo começou quando Paula e seu marido, Leonardo, moravam na Austrália e seu filho mais velho, Bernardo, iniciou o processo de introdução alimentar. Paula conta que o primogênito tinha muita seletividade na alimentação e, que muitas vezes, ela não conseguia dar conta de preparar alimentos que agradassem o filho.
Em um dos dias no mercado, ela prestou atenção na variedade de alimentos prontos voltados para bebês. Apesar de ter certo preconceito com esse tipo de produto, resolveu ler os rótulos e descobriu uma variedade de opções naturais, orgânicas, sem conservantes e embaladas de forma prática.

“Aquilo abriu minha cabeça. Passei a comprar para aqueles momentos em que ele não queria comer de jeito nenhum, ou quando íamos ao parque ou viajar. Eu pensei como isso salva a vida de uma mãe”, relembra Paula. A partir dali, esses alimentos passaram a fazer parte da rotina da família, não para substituir a comida caseira – o que nunca foi a intenção –, mas como um apoio em momentos em que preparar uma refeição não era possível, como passeios e viagens.
Porém, o cenário mudou durante uma das viagens que a família fazia ao Brasil. Ao chegar, Paula foi direto ao mercado para comprar aqueles mesmos produtos, mas encontrou uma realidade completamente diferente. Na época, havia apenas uma marca tradicional de alimentos para bebês nas prateleiras. “Lembro de pensar: ‘não é possível que a mãe brasileira não tenha uma opção saudável para oferecer ao filho quando precisa de praticidade’”, conta.
A partir dessa percepção, ela e o marido decidiram levar essa solução ao mercado brasileiro. Os dois voltaram ao país e começaram a desenhar o projeto que, pouco tempo depois, se transformaria na Papapá. Desde o início, o filho mais velho foi a principal referência para o desenvolvimento dos primeiros produtos. Um exemplo é o biscoito de dentição, inspirado em um alimento que Paula costumava oferecer ao filho enquanto ainda moravam na Austrália.
A empresa que se desenvolve junto com os filhos
Antes de chegarem ao mercado, foram dois anos de planejamento, busca por fornecedores, desenvolvimento de produtos e estruturação da empresa. Quando tudo estava pronto para o lançamento, em 2020, veio a pandemia da Covid-19, interrompendo processos importantes, como as visitas aos supermercados para apresentar a novidade aos varejistas.
Mesmo diante dos desafios, a Papapá foi lançada em 2021 e encontrou um cenário favorável para o segmento. Após o período de isolamento, o interesse dos consumidores por saúde e alimentação de qualidade cresceu, impulsionando a chegada da marca ao mercado.

A partir do nascimento do segundo filho, Paula e Leonardo passaram a usar os próprios produtos da Papapá na rotina da família. “Inclusive, várias vezes eu já comprei eles no mercado, porque precisava viajar, não tinha estoque em casa e esqueci de buscar no escritório”, relata Paula.
À medida que os filhos cresceram, o portfólio da marca também evoluiu. Hoje, além das papinhas, lanches prontos e cereais, a Papapá conta com a linha Era Uma Vez, formada por salgadinhos, sucos e achocolatados desenvolvidos para a lancheira das crianças. Assim como os demais produtos da marca, todos foram pensados para unir praticidade, valor nutricional e desenvolvimento infantil.
Nesse processo, porém, existe um detalhe que Paula faz questão de destacar: antes de qualquer lançamento chegar ao mercado, ele passa pela aprovação dos filhos. “Toda vez que desenvolvemos algum produto, como um salgadinho, os primeiros testes vão para os meus filhos. Sempre pergunto o que eles acham, desde o gosto até a embalagem, se é algo atrativo para as crianças. Até porque, ao chegar no supermercado, a criança se interessa pela embalagem, os pais olham os ingredientes e percebem que é uma opção saudável. É uma comunicação que acontece dos dois lados”, conta.
Uma marca de mãe para mãe

Paula afirma que a missão da Papapá não é substituir alimentos preparados em casa ou leite materno, mas sim, conscientizar as famílias sobre a alimentação infantil. Segundo a diretora de inovação, a praticidade faz parte da rotina da grande maioria das famílias e, justamente por isso, é importante que existam estas opções disponíveis no mercado.
“A mãe pode ter a melhor intenção do mundo, mas quando precisa de praticidade vai recorrer ao que encontra na prateleira. Se não existe uma opção saudável, ela acaba escolhendo um ultraprocessado, uma bolacha ou um biscoito. Nós queremos oferecer essa alternativa e, ao mesmo tempo, conscientizar as famílias.”
Para ela, os hábitos alimentares são construídos ainda na infância e influenciam diretamente a forma como a criança irá se relacionar com a alimentação ao longo da vida.
Outro ponto que a fundadora faz questão de reforçar é que a proposta da Papapá nunca foi substituir a comida preparada em casa ou a amamentação, mas complementar a alimentação em momentos em que a praticidade se faz necessária.
“A Papapá não veio para substituir isso. Ela é uma extensão da alimentação que a família já oferece. A mãe pode cozinhar todos os dias para o filho, mas, quando vai ao parque ou fazer uma viagem, não precisa recorrer a um ultraprocessado. Ela pode oferecer um produto saudável e explicar para a criança por que aquele alimento é diferente. Queremos que essa criança cresça sabendo fazer boas escolhas”, conclui.

