Prêmio Bom Gourmet

Chefs 5 Estrelas: os nomes que ajudam a definir a gastronomia gaúcha

Bom Gourmet
21/09/2026 22:37
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Chefs 5 Estrelas do Prêmio Bom Gourmet RS 2026. Crédito: Divulgação e Felipe Gaieski.

Cinco estrelas para nomes que ajudam a definir a gastronomia gaúcha. Mais do que excelência técnica, este reconhecimento celebra trajetórias que construíram linguagens próprias, conquistaram o respeito de seus pares e fazem a gastronomia avançar com identidade, consistência e visão. São chefs que não apenas cozinham em alto nível: deixam uma marca na mesa, no seu tempo e na gastronomia do Rio Grande do Sul.

Marcelo Schambeck

<em>Chef Marcelo Schambeck. Crédito: Divulgação.</em>
Chef Marcelo Schambeck. Crédito: Divulgação.
Mente inquieta e um dos principais expoentes da cozinha autoral no Sul, Marcelo Schambeck construiu sua reputação pela capacidade de olhar para a identidade regional com sofisticação e leveza. Sua trajetória é marcada pela pesquisa contínua e pelo rigor no relacionamento com pequenos produtores, um trabalho investigativo que desenvolve ao lado de sua parceira de vida e negócios, a jornalista Flavia Mu. Desde o início de sua carreira, no pioneiro Del Barbiere até a maturidade do Capincho, Schambeck destaca-se por uma técnica impecável, precisão nos pontos de cocção e pelo dom de extrair a máxima elegância tanto da cultura do frio e da tradição sulista quanto do protagonismo dos vegetais.

Rodrigo Bellora

<em>Chef Rodrigo Bellora. Crédito: Divulgação.</em>
Chef Rodrigo Bellora. Crédito: Divulgação.
Chef, agricultor e pesquisador, Rodrigo Bellora é a grande referência do conceito de Cozinha de Natureza no Brasil. Sua atuação ultrapassa os limites do fogão: Bellora é um defensor fervoroso do movimento Slow Food e da gastronomia territorial, pautando sua trajetória pela busca incessante da sustentabilidade e pelo respeito ao tempo da terra. Com um trabalho profundamente ancorado nos biomas Pampa e Mata Atlântica, ele se dedica a resgatar processos ancestrais de conservação e a valorizar o trabalho do pequeno produtor, demonstrando que a alta gastronomia pode e deve ser um manifesto político e ético em defesa da origem dos alimentos.

Leonardo Magni e Liliana Andriola

<em>Chefs Leonardo Magni e Liliana Andriola. Crédito: Divulgação.</em>
Chefs Leonardo Magni e Liliana Andriola. Crédito: Divulgação.
A sintonia criativa dessa dupla resulta em uma das experiências autorais mais harmoniosas e completas da cena contemporânea. No comando do Mandarinier, Magni conduz o menu salgado com rigor técnico, domínio de cocções e combinações de sabores instigantes. Liliana, por sua vez, eleva a confeitaria a um patamar de arte, criando sobremesas de estética impecável que priorizam o equilíbrio e o frescor. Juntos, alinham técnica e sensibilidade do primeiro couvert ao último bocado. Agora, em uma nova sede, um palacete no Moinhos de Vento, a dupla inaugura também um novo momento da trajetória.

Roberta Sudbrack

<em>Chef Roberta Sudbrack. Crédito: Divulgação.</em>
Chef Roberta Sudbrack. Crédito: Divulgação.
Uma das figuras mais respeitadas e influentes do cenário gastronômico, Roberta revolucionou a alta cozinha ao provar que o luxo está na essência, e não na ostentação. Autodidata e dona de uma trajetória marcante, sendo a primeira mulher a chefiar a cozinha do Palácio da Alvorada e eleita a Melhor Chef Mulher da América Latina, construiu uma identidade pautada no respeito visceral ao ingrediente. Gaúcha de Porto Alegre, reencontra também suas origens ao trazer para o Estado a maturidade de uma trajetória que ajudou a transformar a gastronomia brasileira, agora traduzida sob um novo olhar, conectado ao território onde sua história começou.

Bruno Hoffmann

<em>Chef Bruno Hoffmann. Crédito: Felipe Gaieski.</em>
Chef Bruno Hoffmann. Crédito: Felipe Gaieski.
Expoente de uma nova geração de chefs brasileiros, Bruno Hoffmann construiu uma trajetória marcada pela inquietação e por repertórios diversos. De São Paulo, passou uma temporada na Itália, antes de criar raízes no RS, onde encontrou território para desenvolver uma parte importante de sua identidade como cozinheiro. À frente do Benjamin Osteria Moderna, ajudou a construir uma das casas de maior projeção da cena gaúcha, imprimindo uma cozinha técnica e autoral. Com passagem pelo Mestre do Sabor, Bruno chega agora a um novo momento da carreira: mais maduro, autoral e pronto para transformar toda essa bagagem em uma expressão cada vez mais própria.