Bom Gourmet

Dia dos avós: conheça os pratos que marcam a equipe do Bom Gourmet

Beatriz Ponte
Beatriz Ponte
23/07/2026 10:27
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Neste Dia dos Avós, a equipe Bom Gourmet homenageia suas familias recordando pratos afetivos. Crédito: Aleksandra Nakic.

A comida é afeto. Mais do que saciar a fome e ser um conforto no paladar, ela cria vínculos, desperta memórias e constrói laços entre gerações. Em muitas famílias, essa referência começa nos avós. Seja um prato elaborado ou um quitute de café-da-tarde, são os momentos juntos, jeitos únicos de temperar e histórias contadas que ensinam que cozinhar também é amar. 
Para celebrar o Dia dos Avós, comemorado neste domingo, dia 26 de junho, a equipe do Bom Gourmet decidiu compartilhar suas memórias e relembrar um prato especial preparado por seus avós. Um prato que marca mais do que o paladar, mas a história de cada um. 
Frango cozido com cuscuz de milho da Vó Toinha 
A head do Bom Gourmet, Caroline Olinda, tem na memória o frango cozido com cuscuz de milho, preparado pela Vó Toinha. A receita marca uma de suas primeiras lembranças de infância, da família reunida em torno da mesa enquanto saboreava o prato que a avó sempre fazia. 
O cuscuz, simples e tradicional, é feito hidratando o flocão de milho com água e sal, deixando descansar e cozinhando na cuscuzeira. Na hora de servir, é misturado com manteiga, tomate e cebola picados em brunoise e o toque especial da Vó Toinha está no coentro, que confere sabor único ao prato.
“Peixe rico” do Vô Bastico
Já para Beatriz Ponte, gestora de conteúdos do Bom Gourmet, o prato escolhido foi o “Peixe rico”, que leva filés de salmão assados com uma camada de queijo, presunto, tomates e pimentões. A receita é do avô Sebastião, conhecido como Bastico entre amigos e família, e aparece sempre que a família consegue se reunir, apesar de morarem espalhados pelo país: ele no litoral nordestino, ela na capital paranaense.
Cozinheiro de mão cheia e mestre na criação de apelidos, o avô deu nome ao prato ainda na infância de Beatriz e seus irmãos. Eles acharam que aquele peixe “era mais recheado, mais rico” que os demais, e o nome acabou ficando, assim como a tradição. O prato é sempre servido acompanhado de uma salada fresca de folhas verdes, que ele adora. 
Bolachas da Vó Nina
A maior lembrança que o Guilherme Dias, analista de projetos do Bom Gourmet, envolvem estar em torno da mesa, nos almoços na casa da Vó Nina e suas famosas bolachinhas. A bolacha segue uma receita simples, de farinha, mas sempre reunia os netos para preparar junto dela, com as forminhas diferentes para dar molde nas bolachas. 
Depois de prontas, saía para distribuir pela vizinhança ou até chamar o pessoal para sua casa para comer acompanhado de uma xícara de café. Ou no caso da Nina, várias. Segundo Guilherme, sua avó tomava umas 10 xícaras por dia e não aceitava que os netos não a acompanhassem.

Beijinho doce da Vó Maria (Dona Uca) 

A memória afetiva da analista de redes sociais Érika Ribeiro atende pelo nome de Beijinho doce. O preparo era a grande assinatura de sua avó Maria, ou melhor, Dona Uca, como é conhecida pela família. A receita é um marco de todos os momentos que estiveram juntas. Mesmo com um tempo de convivência breve, o sabor do doce ficou gravado como o principal registro daquela fase de sua vida.
A receita atravessou o tempo e virou um código de afeto entre pai e filha. Sempre que Érika fala sobre o “bolinho da Vó Uca”, seu pai reconhece na hora a lembrança, provando como a culinária familiar tem o poder de eternizar pessoas e guardar histórias inteiras em uma única colherada.

Macarrão à Bolonhesa da Vó Maria Julieta

Para Thais Vieira, gestora de redes sociais, a lembrança gastronômica de sua avó Maria Julieta é Macarrão a bolonhesa. O prato virou tradição nos dias em que ela e o irmão visitavam a avó para almoçar ou passar o fim de semana dormindo por lá.
Além do sabor inconfundível que nenhum outro restaurante conseguiu replicar, o macarrão carrega um significado profundo para a família. A receita da Vó Maria Julieta funciona até hoje como uma ponte direta para a infância, trazendo à tona recordações vívidas de um tempo cercado de cuidado e afeto.

Bolachas de Natal da Vó Dirce e do Vô João 

Para Bianca Roloff, analista de projetos do Festival Bom Gourmet, nenhuma receita traduz melhor o espírito de casa de vó do que as tradicionais Bolachas de Natal, feitas a quatro mãos com a Vó Dirce e o Vô João. A preparação dos doces era o evento mais aguardado do ano por Bianca, marcando dias inteiros de pura criatividade, risadas e uma adorável bagunça colorida de glacê espalhada pela cozinha.
Cozinhar com os avós sempre foi parte da rotina de Bianca, registro guardado em inúmeras fotos da infância ajudando nas receitas e no café da tarde. O hábito de presentear quem amava com as bolachas decoradas transformou a cozinha dos avós no verdadeiro coração da casa. Para ela, a receita é um símbolo vivo de aprendizado, união e do afeto compartilhado em família.

Risoto de frango da Vó Marília 

Para a produtora de conteúdo Larissa Moraes, a definição perfeita de comida afetiva atende pelo nome de Risoto de frango, preparado por sua avó Marília. O prato sempre ocupou o posto de estrela principal nas celebrações da família e das comemorações de aniversário aos encontros de Dia das Mães e Dia dos Pais, tornando-se o grande símbolo de mesa farta e casa cheia.
Apesar de ser uma preparação sem grandes mistérios, Larissa garante que o tempero e o carinho da Vó Marília tornam a receita absolutamente inimitável. Para a produtora, cada garfada do risoto funciona como um resgate direto do passado, trazendo à tona as memórias mais quentes da infância, o som das brincadeiras entre primos e o aconchego de ter toda a família reunida no mesmo lugar.