Thumbnail

Torrone de pistache, uma das opções de lançamentos da Torroneria de Renatta Ferian.

Anacreon de Téos

Anacreon de Téos

 Luiz Augusto Xavier é o nome por trás do pseudônimo Anacreon de Téos. É jornalista especializado em gastronomia e cozinheiro na incansável busca de novos sabores e novas texturas.

Panela do Anacreon

Depois do sucesso da Banoffi, confeiteira monta torroneria em Curitiba

20/11/2020 18:42
Ah, os doces de ovos. Esses me
quebram, conforme já escrevi algumas vezes aqui.
Aprecio um bom chocolate, mas
não sou chocólatra. Aqueles doces com leite condensado, os brigadeiros e coisas
assim, também para um belisco e outro.
Mas quando tenho a combinação
ovo e açúcar, sai da frente. Escrevi ainda recentemente ao contar dos doces
conventuais portugueses da Du André Culinária Portuguesa (confira
aqui
), ao delirar por ovos moles e todas as variações com gema que são
deliciosas.
Mas é bom lembrar que doces de
ovos não são feitos apenas com gemas. As claras, por exemplo, combinadas com
açúcar, batidas e levadas ao forno, fazem os suspiros e merengues que vão tão
bem a qualquer momento. Também o marshmallow, que os norte-americanos adoram
(até na brasa). Mas são a base de um doce que os italianos assinam com orgulho,
o torrone. A combinação da clara com açúcar, mel e as sementes, frutas secas ou
frutas cristalizadas é imbatível. Quando tenho em mãos, preciso de muita
concentração para saber parar.
A confeiteira Renatta Ferian e sua produção de torrones. Já estão no mercado.
A confeiteira Renatta Ferian e sua produção de torrones. Já estão no mercado.
Como os que tenho em mãos
agora, concebidos, elaborados, produzidos e que começam a ser comercializados
pela confeiteira Renatta Ferian, que é um ícone por essas bandas, pelo que já
apresentou de sucesso em tortas e doces. O maior deles – e acho que todos sabem
– é a Torta Banoffi, trazida para cá por ela há quase 20 anos, até relacionar
os sabores com a cidade de Curitiba.
Hoje a torta inglesa está
consolidada por aqui, surgiram alguns concorrentes (o que é natural), mas a
marca do pioneirismo ninguém tira de Renatta.
E é o que ela pretende
replicar com o lançamento de seus próprios torrones. Havia algum tempo ela
vinha pensando em lançar outro doce, que, a exemplo da Banoffi, também não
necessitasse de conservação sob refrigeração. Um presente de uma amiga que veio
da Europa instalou a luz da ideia, reforçada pelo período em que morou na
Itália, onde provou alguns torrones incríveis.
E vem a Torroneria
A confeiteira foi atrás das
receitas originais e deparou com um mundo de possibilidades na constituição,
utilizando amêndoas, avelãs, pistaches, casca de laranja, frutas vermelhas e
vários outros sabores. No dia 1º de abril deste ano, fez sua primeira receita
e, de lá pra cá, foram inúmeros testes e várias surpresas, que considerou muito
agradáveis.
E foi assim que nasceu a Torroneria Curitibana por Renatta Ferian,
a primeira empresa especializada em torrones artesanais no mercado curitibano.
Para o lançamento, serão três
sabores: Pistache 70% (com 30% de amêndoa),
Amêndoa ou Misto (contendo amêndoa, avelã e pistache). São dois tamanhos, de
45g e 90g. O preço unitário dos torrones varia de R$ 10 a R$ 23, mas podem ser
diferentes para quem comprar para revender.
Sim, porque esse é o objetivo
maior de Renatta Ferrian, espalhar torrones pela cidade. A ideia dela é fazer
com que os torrones tenham uma grande capilaridade em diferentes frentes do
varejo, que esteja presente em supermercados, empórios, restaurantes,
cafeterias e até em posto de gasolina, se for o caso.
O ousado plano é fazer com que
esse produto ganhe escala em nível Brasil. Mas, antes de alçar voos pelo
território nacional, a confeiteira quer conquistar primeiramente a capital
paranaense. Como fez com seu Banoffi, hoje uma identidade curitibana com fama
nacional.
A bela embalagem criada para os produtos da Torroneria.
A bela embalagem criada para os produtos da Torroneria.
Os torrones já podem ser
encontrados em vários pontos de Curitiba, como Cantina do Délio, Banoffi,
Família Farinha, Trigos, Saint Germain (Batel e Ecoville/Mossunguê), Quintana
Café e Chiffon Cakes. Em Mafra/SC, Café Mallon.
Isso por enquanto. Mas, o
número de locais está aumentando a cada dia.
Para gáudio de nós todos, que apreciamos torrones e suas variações.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Entre em contato com o blog: