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Estratégia por trás dos descontos: como os apps de benefícios impulsionam os negócios em Foz do Iguaçu

Redação
19/03/2026 17:28
Durante muito tempo, os descontos e cupons foram associados exclusivamente à economia. No entanto, os aplicativos de benefícios têm reposicionado esse recurso como parte de uma estratégia de aquisição e fidelização de clientes. Este é o caso do Prime Gourmet Foz.
O modelo seguido por plataformas como o Prime Gourmet Club, por exemplo, foge daquela ideia do desconto que você usa todo dia no mesmo lugar. O cliente tem acesso a mais de 250 vouchers em Foz do Iguaçu, incluindo restaurantes e passeios. A lógica é o “pague um, leve dois”, feito para ser compartilhado em duas pessoas. 
Para Marina Sales, CEO da Prime Gourmet de Foz do Iguaçu, o clube de benefícios serve como uma porta de entrada para as primeiras visitas. Ela exemplifica que, muitas vezes, consumidores descobrem novos lugares que usualmente estariam fora das rotas deles.
“O cliente não está no Prime Gourmet apenas pelo desconto. Ele sabe que só vai usar  voucher uma vez. A ideia é que ele conheça o restaurante e, se gostar, volte depois pagando integralmente”, afirma Marina. 
Além de ser um incentivador de experiências para os clientes, a mecânica do aplicativo também limita o impacto financeiro para os restaurantes. Como a regra se aplica apenas ao prato principal, o restaurante mantém a rentabilidade em outros produtos. “Não é um desconto que pesa muito no bolso do estabelecimento. Ele continua faturando com bebidas, sobremesas e outros itens”, explica.
Marina também afirma que o modelo seguido pelo aplicativo também reposiciona o investimento de marketing dos estabelecimentos, uma vez que a presença nos canais da Prime Gourmet Foz se transforma em um novo canal de aquisição e visibilidade.
“Ao entrar na plataforma, o restaurante ganha mais um canal de presença digital e passa a se mostrar para um público que já está pronto para consumir. Isso vai além das redes sociais e acaba trazendo mais movimento e novas experiências para o negócio”, complementa. 
Em uma cidade com a dinâmica turística de Foz do Iguaçu, esse impacto reflete também na descentralização do consumo. Estabelecimentos localizados fora do eixo central de turismo têm encontrado nesses aplicativos uma forma de atrair tanto visitantes quanto moradores locais.
“Conseguimos dar visibilidade a locais que o morador, às vezes, nem sabia que existiam por estar acostumado aos mesmos roteiros. No fim, o incentivo para explorar a cidade cria um repertório novo para o consumidor e fortalece a economia local como um todo”, finaliza Marina.