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Clubes de benefícios viram estratégia de marketing para restaurantes, em Foz do Iguaçu

Prime Gourmet Club, de Foz do Iguaçu, também atua na estratégia de marketing dos restaurantes. Crédito: divulgação
Em Foz do Iguaçu, a participação dos clubes de benefícios tem ganhado cada vez mais espaço nas operações de restaurantes como parte da estratégia de marketing e visibilidade. Mais do que oferecer descontos e atrair novos clientes, as plataformas servem como vitrine e os participantes são incluídos nas estratégias de divulgação dos produtos.
Um exemplo disso é o Prime Gourmet Club que, em Foz do Iguaçu, tem mais de 250 vouchers ativos na cidade e região, incluindo a Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai). O aplicativo reúne opções de gastronomia, experiências e hotelaria. Ao aderir à plataforma, os estabelecimentos passam a ser exibidos para usuários que utilizam o serviço como ferramenta de busca e curadoria gastronômica.
Para Marina Sales, CEO do Prime Gourmet Foz e influenciadora digital na página Onde Comer Foz, o principal efeito da plataforma é a atração de novos públicos, incluindo turistas e consumidores que não frequentavam o local anteriormente. “Muitas vezes, são clientes que não iriam até aquele restaurante se não fosse o aplicativo”, comenta.
Além da visibilidade nas plataformas, outra frente de trabalho são as divulgações com influenciadores. Segundo Marina, existe uma articulação de visitas e conteúdos nas redes sociais do Prime Gourmet Foz para divulgar os estabelecimentos participantes. “A gente contrata influenciadores para irem até as casas e mostrarem a experiência. É uma divulgação que atinge tanto quem já é cliente quanto quem ainda não conhece o aplicativo”, afirma.
Na prática, a iniciativa amplia o alcance dos restaurantes sem que eles precisem investir diretamente nesse tipo de ação, incorporando a exposição digital como parte do pacote de benefícios da plataforma. Em um cenário em que o público recorre a avaliações e plataformas antes de decidir onde comer, estar inserido nesses ambientes amplia a exposição e pode influenciar a escolha.
No entanto, Marina reforça a importância da preparação da equipe e da operação para que a estratégia seja, de fato, eficaz. “Não adianta só o dono entender. Quem está na linha de frente precisa saber o que é o aplicativo e qual é o objetivo da parceria”, comenta.
A lógica do modelo está na combinação entre atração e retenção. O aplicativo funciona como canal de entrada, enquanto a fidelização depende da experiência entregue no local. “A gente leva o cliente até o restaurante. O retorno dele não depende mais da plataforma”, conclui.

