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Comissão do Alentejo quer aumentar venda de vinhos brancos, rosés e espumantes no Brasil

Novos vinhos portugueses devem chegar ao mercado curitibano no futuro próximo. Pelo menos é o que esperam os enófilos e as 20 vinícolas do Alentejo, no sul do Portugal, que nesta segunda-feira (14) apresentaram cerca de 100 rótulos (com preços de R$ 50 a R$ 500), durante uma degustação realizada no Pestana Curitiba. O Bom Gourmet conversou com a portuguesa Maria Amélia Vaz da Silva, diretora de marketing da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), o órgão que certifica os vinhos DOC Alentejo e os vinhos Regional Alentejano.
Segunda ela, a nova aposta para o Brasil são os vinhos brancos, rosés e os espumantes. Os vinhos alentejanos são produzidos a partir de castas como Alicante Bouchet, Trincadeira e Aragonez (tempranillo), no caso dos tintos, e Arinto, Antão Vaz e Roupeiro, no caso dos brancos. “Nossos vinhos acompanham bem a comida, são frutados, tem frescor e teor alcóolico em torno de 14%. São fáceis de degustar e por isso os chamamos de gostosos, uma palavra que vocês brasileiros entendem bem”, afirma a representante da entidade.
O Alentejo é uma região com clima mediterrâneo que junta 263 produtores e 97 comerciantes numa área de vinha de mais de 20 mil hectares. Participaram do evento as vinícolas Adega de Borba, Adega do Monte Branco, Cartuxa – Fundação Eugénio de Almeida, Cortes de Cima, Enoforum – Carmim Group, Esporão, Herdade do Gamito, Herdade do Peso, Herdade dos Coelheiros, Herdade dos Cotéis, Herdade São Miguel, José Maria da Fonseca, Mingorra – Henrique Uva, Monte da Ravasqueira, Monte do Pintor, Monte dos Cabaços, Mouchão, Paulo Laureano Vinus, Quinta do Mouro, Tapada do Fidalgo e Tiago Cabaço. O evento, que contou com degustações e palestras, reuniu cerca de 600 pessoas entre sommeliers, restaurateurs e enófilos.

Confira a entrevista com a diretora de marketing da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana:
Quais novidades trouxeram este ano a Curitiba?
Trouxemos 20 produtores, cada um com cerca de cinco rótulos, um total de cerca de 100 rótulos. Alguns são produtores que vem a Curitiba pela primeira vez, outros já estão presentes no mercado e vieram apresentar as novas colheitas.
Trouxemos 20 produtores, cada um com cerca de cinco rótulos, um total de cerca de 100 rótulos. Alguns são produtores que vem a Curitiba pela primeira vez, outros já estão presentes no mercado e vieram apresentar as novas colheitas.
Quais são os destaques dessa edição?
Tem produtores já conhecidos pelo consumidor curitibano como Esporão, Mouchão e Carmim. A produção no Alentejo é por 80% de vinhos tintos e 20% entre brancos, rosés e espumantes. Em Curitiba apresentamos um pouco de cada um.
Tem produtores já conhecidos pelo consumidor curitibano como Esporão, Mouchão e Carmim. A produção no Alentejo é por 80% de vinhos tintos e 20% entre brancos, rosés e espumantes. Em Curitiba apresentamos um pouco de cada um.
Quais são as principais características dos vinhos do Alentejo?
São vinhos que acompanham bem a comida, são frutados, tem frescor e teor alcoólico em torno de 14%. São fáceis de gustar por isso os chamamos de gostosos, uma palavra que vocês brasileiros entendem bem. São vinhos bem gastronômicos. No Alentejo, o vinho faz parte da dieta mediterrânea, ou seja o vinho é considerado um alimento. Queremos que no Brasil aconteça o mesmo.
São vinhos que acompanham bem a comida, são frutados, tem frescor e teor alcoólico em torno de 14%. São fáceis de gustar por isso os chamamos de gostosos, uma palavra que vocês brasileiros entendem bem. São vinhos bem gastronômicos. No Alentejo, o vinho faz parte da dieta mediterrânea, ou seja o vinho é considerado um alimento. Queremos que no Brasil aconteça o mesmo.
O que representa para vocês o mercado brasileiro?
O Brasil está no top 5 dos nossos mercados de exportação. Em 2014, as exportações de vinhos alentejanos para o Brasil aumentaram 14% e chegaram a três milhões de litros. É um mercado importante que tem ainda muito a crescer. Nossas gastronomias são parecidas, há muito brasileiros viajando pelo Alentejo, enfim, nossos laços afetivos são muito fortes.
O Brasil está no top 5 dos nossos mercados de exportação. Em 2014, as exportações de vinhos alentejanos para o Brasil aumentaram 14% e chegaram a três milhões de litros. É um mercado importante que tem ainda muito a crescer. Nossas gastronomias são parecidas, há muito brasileiros viajando pelo Alentejo, enfim, nossos laços afetivos são muito fortes.
O cenário porém é de crise econômica. Quais são as expectativas?
Olhamos para o futuro próximo com apreensão, mas no médio e longo prazo a nossa expectativa é muito positiva. Para 2015 a previsão é de crescimento, embora inferior ao de 2014, mas sabemos que o brasileiro tem afeto pelo nosso vinho.
Olhamos para o futuro próximo com apreensão, mas no médio e longo prazo a nossa expectativa é muito positiva. Para 2015 a previsão é de crescimento, embora inferior ao de 2014, mas sabemos que o brasileiro tem afeto pelo nosso vinho.
Como se coloca Curitiba nesse cenário?
São Paulo e Rio são mercados maiores, mas já conhecemos bem Curitiba e sabemos que aqui o consumidor é ávido e interessado nos vinhos de Portugal. Eventos como este servem para realizar formação para sommeliers, profissionais da imprensa e consumidores.
São Paulo e Rio são mercados maiores, mas já conhecemos bem Curitiba e sabemos que aqui o consumidor é ávido e interessado nos vinhos de Portugal. Eventos como este servem para realizar formação para sommeliers, profissionais da imprensa e consumidores.
Qual é aposta dos produtores do Alentejo para o Brasil?
Temos uma produção de brancos e rosés que está aumentando em quantidade e qualidade, graças a novas castas, como as renomadas Vidigueira e Porto Alegre, e técnicas de vinificação. Acreditamos que o consumo desses vinhos, ainda mais pelo clima no Brasil, deve crescer muito nos próximos anos.
Temos uma produção de brancos e rosés que está aumentando em quantidade e qualidade, graças a novas castas, como as renomadas Vidigueira e Porto Alegre, e técnicas de vinificação. Acreditamos que o consumo desses vinhos, ainda mais pelo clima no Brasil, deve crescer muito nos próximos anos.



