Bom Gourmet
Canadense vence ‘Copa do Mundo’ da coquetelaria disputada em São Paulo
O canadense Jacob Martin foi o vencedor da 14ª edição do World Class 2023. A competição de coquetelaria, que premia anualmente o melhor bartender do mundo, aconteceu entre os dias 26 e 28 em São Paulo. A mixologista paranaense Vitória Kurihara, de 24 anos, representou o Brasil na competição ao vencer a edição nacional do World Class, em junho deste ano, mas não se classificou entre os finalistas.
Jacob venceu outros 11 competidores na final: Renato Tonelli (Estados Unidos), Julian Short (África do Sul), Minhong Kim (Coréia do Sul), Fumiaki Nozato (Japão), Israel Barón (México), Christos Klouvatos (Grécia), Jakob Eggertsson (Islândia), Ashie Bhatnager (Índia), Josh Mellet (Israel), Jan Sebek (República Tcheca) e Matt Arnold (Grâ Bretanha).

Após a vitória, Jacob confirmou que, para além do título de campeão, o que leva da 14ª edição da World Class é o senso de comunidade - tanto com a própria equipe, quanto com os outros competidores:
“A minha vida inteira eu me senti um ‘peixe fora d’água’, sempre tive muita dificuldade de encontrar meu lugar. Mas, só no último ano, em todos os lugares que olhava eu tinha um aliado e um amigo. O time do Canadá faz você se sentir como se você não estivesse sozinho. E essas pessoas estão presentes todos os dias pra te dizer que te amam e estão com você pra tudo”.
“A minha vida inteira eu me senti um ‘peixe fora d’água’, sempre tive muita dificuldade de encontrar meu lugar. Mas, só no último ano, em todos os lugares que olhava eu tinha um aliado e um amigo. O time do Canadá faz você se sentir como se você não estivesse sozinho. E essas pessoas estão presentes todos os dias pra te dizer que te amam e estão com você pra tudo”.
O evento aconteceu pela primeira vez no Brasil após 13 edições, e tomou parte no Hotel Tívoli, nos Jardins, região central da capital paulista. A World Class é uma iniciativa da DIAGEO para incentivar a apreciação e o consumo de coquetéis e produtos da marca, que é responsável pela distribuição de nomes como Smirnoff, Johnnie Walker e Tanqueray.
Manoela Mendes, diretora do portfólio Reserve da Diageo Brasil ressalta a importância de um evento como esse acontecendo pela primeira vez em solo brasileiro, “Temos trabalhado para elevar o patamar da coquetelaria e, como consequência, fortalecer a imagem dos bartenders na visão do público. A realização do World Class no Brasil é motivo de grande orgulho e posiciona a Diageo como um dos principais agentes do crescimento deste setor no país”.
O desafio final
A final contou com um desafio que teve três etapas: a preparação de Ron Zacaipirinha (uma caipirinha com rum de Zacapa), seguido da preparação de um coquetel com ingredientes surpresa e, enfim, a preparação de um Tanqueray Nº Ten Gin Martini. Jacob obteve a melhor média das notas dos três desafios e levou o prêmio de melhor bartender do mundo.
Após a final da World Class, os drinks dos melhores bartenders do mundo ficam disponíveis em bares selecionados das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília até 16 de outubro.
A próxima edição da competição acontece em Xangai, na China.
Uma paranaense no World Class 2023

Apesar do ótimo desempenho apresentado na competição, Vitória não se classificou para a final. Mesmo assim, ao Bom Gourmet, a curitibana ressalta, orgulhosa, que a oportunidade foi essencial para lhe mostrar novos caminhos, e ainda reforçar os melhores atributos da cultura brasileira de coquetéis.
“Eu entrei na World Class esse ano pra me provar pra mim mesma, não para os outros, e para saber até onde eu posso ir. Eu queria entender um pouco dos meus limites, e até agora não achei eles!”, brinca. “Mas acreditar no que você está fazendo é muito importante. Nunca foi uma questão de ‘eu tenho que ganhar isso’, mas sim ‘eu tenho que viver a experiência da coquetelaria’”.
Mesmo não se classificando para a final, Vitória acredita no próprio trabalho, principalmente por ter tido a chance de conhecer a comunidade de bartenders do Brasil que, segundo ela mesma, é bastante esforçada e unificada.
“Eu queria sair um pouco do eixo São Paulo e Rio e entender como funcionam as coisas por todo o país. E agora eu tenho acesso a tudo isso. A gente tem uma comunidade boa de bar. Temos sim coisas legais aqui em São Paulo e no Rio, mas ao mesmo tempo está todo mundo trabalhando para fazer o melhor que pode no Brasil todo. Então todo mundo luta pela mesma coisa”, completa.



