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O que esperar da segunda temporada de MasterChef Profissionais?
Mal terminou o último episódio do MasterChef para cozinheiros amadores que já vai começar a segunda temporada do MasterChef Profissionais. O reality show recomeça na noite desta terça (5) e traz novidades, como provas de pressão de 20 minutos e uma repescagem entre os eliminados.
Os jurados Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça prometem mais desafios para os competidores e a audiência promete bater os dez pontos novamente. São 16 competidores — um deles, curitibano — e o vencedor leva R$ 200 mil e uma viagem aos Emirados Árabes.

Diferentemente do modelo de reality show com cozinheiros amadores, o MasterChef Profissionais se destaca por colocar à prova profissionais que estão inseridos no mercado e cujo desempenho no programa define sua carreira. Serão 14 episódios, exibidos sempre às terças até o início de dezembro. Com base na primeira temporada, eis o que esperar da nova temporada do reality:
1 – Menos cortes na mão
Com a experiência dos profissionais da cozinha, espera-se que os cortes na mão sejam menos frequentes. As provas de habilidade e pressão (com tempo curto, como 20 minutos) serão reveladoras quanto à agilidade ao cortar em brunoise e o domínio de técnicas como desossar carnes, limpar peixes e manejar várias panelas ao mesmo tempo.
2 – Azeite de carvão e carne de casca de banana
A criatividade e as referências que cada competidor traz para as provas do MasterChef Profissionais viram tema nas redes sociais por dias e ajudam a disseminar as principais tendências gastronômicas no Brasil.

Na primeira temporada do reality show para profissionais, o cozinheiro Marcelo Verde, finalista da primeira edição, usou casca de banana no lugar da carne em uma prova de ingrediente. Na final, a campeã Dayse Paparoto usou azeite de carvão para deixar uma vieira negra no amuse-bouche, uma ao espanhol Andoni Luis Aduriz, do Mugaritz, um dos dez melhores restaurantes do mundo segundo a publicação britânica Restaurant. Mesmo o trivial vira assunto: basta lembrar como cada chef preparou um macarrão à carbonara.
3 – Menos ego (se possível)

Mesmo que a vaidade seja um traço rapidamente ligado ao cozinheiro profissional, nem sempre os chefs agem da mesma maneira ao serem confrontados ou estarem sob pressão. O comportamento dos profissionais é analisado com mais escrutínio pelos jurados que o dos amadores, pois é esperada uma conduta ética e de respeito à hierarquia dentro da cozinha. Porém, como visto na primeira temporada, nem sempre há humildade para aceitar que errou ou que se desconhece um ingrediente ou técnica.
4 – Caramelo no ponto

Até os profissionais têm pontos fracos: a confeitaria foi o calcanhar de Aquiles para os cozinheiros profissionais da primeira temporada. O chef Ivo Lopes, que atuou em restaurantes de Curitiba por duas décadas, fez uma torta Ópera elogiada pelos jurados, mesmo sem conhecimento em confeitaria. Alguns episódios depois, no entanto, foi mal avaliado ao preparar caramelo em diferentes pontos.
5 – Descobrir novos restaurantes e combinações de sabores
Seja pelas experiências prévias dos competidores (como estágios ou restaurantes que chefiaram), tempo de carreira ou inspiração, os cozinheiros do MasterChef Profissionais trazem novos preparos para o público e acabam dando indícios de tendências ou estilos de cozinha. Apesar de o reality show não revelar o nome dos estabelecimentos em que os cozinheiros trabalham ou por onde passaram, fica fácil descobrir com uma pesquisa rápida. Muitos deles fazem “turnês” pelo Brasil para cozinhar em restaurantes, possibilitando que os espectadores provem seu tempero.
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