Thumbnail

Pessoas

Frutas exóticas testam a criatividade dos cozinheiros do MasterChef

Priscila Bueno, especial para o Bom Gourmet
08/07/2019 01:02
Salada de urumbeba-amarela, carré de cordeiro e chutney de guarambá e como sobremesa, gelato de vinho com calda de dovyalis. Se o menu de uma refeição fosse esse, muita gente iria se sentir perdida. As frutas exóticas – como urumbeba (lembra um kiwi), guarambá (pode ser comido cru ou em doces e geleias) e dovyalis (tem polpa suculenta e ácida) – estavam na Caixa Misteriosa do último episódio do MasterChef.
O araçá-boi foi a fruta de Lorena, que ganhou a prova. Fotos: Carlos Reinis/Band/Divulgação
O araçá-boi foi a fruta de Lorena, que ganhou a prova. Fotos: Carlos Reinis/Band/Divulgação
Junto dessas três, estiveram presentes a achachairu (prima do mangostim), acoará-tinga (da Mata Atlântica, pode ser usada em geleias e sorvetes), araçá-boi (lembra a manga. É ácida), araçá-morango (da Floresta Amazônica, tem polpa amarela e textura cremosa), mamey (do México e América Central, parece abóbora), murici-guaçu (do Norte e Nordeste, é doce).
Henrique Fogaça comentou que faria um ceviche com a achachairu – “lembra a graviola”. Paola Carosella usaria a acoará em um bolo molhado de côco. Já Eric Jacquin revelou que nunca tinha trabalhado com essas frutas.
Haila experimenta a achachairu.
Haila experimenta a achachairu.
A criatividade imperou entre os nove cozinheiros. Os três melhores apresentaram salada com urumbeba-amarela, picles de rabanete e maçã verde, vinagrete de laranja, de Rodrigo; sorbet de araçá-boi com creme de coco e bolo de castanha do Pará, de Lorena – “poderia estar no restaurante do Rodrigo Oliveira (o Mocotó)”, falou Paola – e Eduardo M., com um gelato de vinho com calda de dovyalis.

Reprodução

A prova de eliminação também não foi fácil. Fernando, Helton, Haila, Juliana N., Ecatharine e Eduardo R. tiveram que reproduzir um prato do chef catalão Oscar Bosch (do restaurante paulista Tanit): arroz de rabada com aïoli de atum.
Entre os segredos, o arroz tipo bomba tinha que ser cozido dentro do próprio caldo de rabada. O sofrito era a base do arroz e feito com cebola, pimentão e tomate. O caldo da rabada levava cerveja preta. E o atum ia dentro do aïoli.
O chef catalão tem restaurante em São Paulo, o Tanit.
O chef catalão tem restaurante em São Paulo, o Tanit.
O melhor prato da noite foi da Haila. Os piores foram Fernando, Juliana N. e Ecatharine, sendo que Fernando levou a pior porque seu prato não tinha força, o arroz estava meio cru e o aïoli está um pouco amargo.