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Prato clássico chinês apavora MasterChefs na reta final do programa
Um varal com três patos pendurados pela cabeça já previa que a prova de eliminação do MasterChef deste domingo seria complicada. E foi. Os três participantes que foram pior na primeira prova da noite – Eduardo R., Haila e Helton — tiveram que fazer o clássico chinês pato laqueado. Paola Carosella explicou que é um dos pratos mais famosos do mundo. “A única vez que comi foi na Tailândia. O restaurante demorava três dias para fazer. É uma das receitas mais complexas que já vi. Nunca fiz”, falou.

São vários processos. “Você vai fazendo aos poucos, de glaceado em glaceado. Por quê secar? Para que essa laca (gordura) seja absorvida”, explicou Paola. Laqueia com xarope de milho e shoyu. É necessário insuflar o pato para desgrudar a pele da carne. E ainda tem acompanhamentos: legumes verdes, molho tipo tarê e panquecas cozidas no vapor. O molho, conforme explicou Paola, leva molho de ostra, nan plá (molho tailandês de peixe) e um pouco de missô.
O silêncio predominou na cozinha enquanto os cozinheiros tentavam assar o pato, laqueá-lo, fazer as panquecas, cortar os legumes. E o susto foi quando o pato de Eduardo foi ao chão. Mas foi recuperado porque caiu sobre folhas de papel.

Os jurados os parabenizaram porque os três conseguiram entregar o prato. O melhor pato foi de Haila que mais se aproximou do original, com molho agradável e pato derretendo na boca, nas palavras de Erick Jacquin.
E, “por uma vírgula”, quem fez o pior prato e deixou a competição foi Helton porque fez um molho muito forte, carne com textura ruim e panquecas grossas e cruas.
Críticos de gastronomia
Na primeira prova da noite os seis cozinheiros foram avaliados como verdadeiros profissionais pelos críticos de gastronomia Arnaldo Lorençato, Luiza Fecarotta e Rafael Tonon que, inclusive, escolheram os pratos que eles deveriam preparar. As receitas foram um cuscuz paulista (escolhido por Rafael), um boeuf bourguignon (Luiza) e um bolo de nozes (Lorençato).

De um lado, a equipe azul com o líder Eduardo R. mais Haila, Helton e, do outro, a vermelha com Juliana N., Rodrigo e Lorena (a capitã). Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça ficaram na cozinha e avaliaram os pratos antes dos críticos, inclusive consertando o que podia ser arrumado em dez minutos.
Todos pareciam estar atrapalhados. Nenhum dos seis sabia direito o que era um cuscuz paulista – um clássico da comida brasileira. Peneiraram o molho em cima do prato (sujando todo ele). O time de Eduardo não serviu o purê com o bourguignon. O creme de confeiteiro de um dos times estava “horrível”, segundo Jacquin.

A equipe vermelha venceu por causa do bolo de nozes que mais se aproximou da versão da mãe de Lorençato.