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Prato clássico chinês apavora MasterChefs na reta final do programa

Priscila Bueno, especial para o Bom Gourmet
29/07/2019 01:05
Um varal com três patos pendurados pela cabeça já previa que a prova de eliminação do MasterChef deste domingo seria complicada. E foi. Os três participantes que foram pior na primeira prova da noite – Eduardo R., Haila e Helton — tiveram que fazer o clássico chinês pato laqueado. Paola Carosella explicou que é um dos pratos mais famosos do mundo. “A única vez que comi foi na Tailândia. O restaurante demorava três dias para fazer. É uma das receitas mais complexas que já vi. Nunca fiz”, falou.
Cozinheiros tiveram que fazer o pato laqueado. Fotos: Carlos Reinis/Band/Divulgação
Cozinheiros tiveram que fazer o pato laqueado. Fotos: Carlos Reinis/Band/Divulgação
São vários processos. “Você vai fazendo aos poucos, de glaceado em glaceado. Por quê secar? Para que essa laca (gordura) seja absorvida”, explicou Paola. Laqueia com xarope de milho e shoyu. É necessário insuflar o pato para desgrudar a pele da carne. E ainda tem acompanhamentos: legumes verdes, molho tipo tarê e panquecas cozidas no vapor. O molho, conforme explicou Paola, leva molho de ostra, nan plá (molho tailandês de peixe) e um pouco de missô.
O silêncio predominou na cozinha enquanto os cozinheiros tentavam assar o pato, laqueá-lo, fazer as panquecas, cortar os legumes. E o susto foi quando o pato de Eduardo foi ao chão. Mas foi recuperado porque caiu sobre folhas de papel.
Foto: Carlos Reinis/Band/Divulgação
Foto: Carlos Reinis/Band/Divulgação
Os jurados os parabenizaram porque os três conseguiram entregar o prato. O melhor pato foi de Haila que mais se aproximou do original, com molho agradável e pato derretendo na boca, nas palavras de Erick Jacquin.
E, “por uma vírgula”, quem fez o pior prato e deixou a competição foi Helton porque fez um molho muito forte, carne com textura ruim e panquecas grossas e cruas.

Críticos de gastronomia

Na primeira prova da noite os seis cozinheiros foram avaliados como verdadeiros profissionais pelos críticos de gastronomia Arnaldo Lorençato, Luiza Fecarotta e Rafael Tonon que, inclusive, escolheram os pratos que eles deveriam preparar. As receitas foram um cuscuz paulista (escolhido por Rafael), um boeuf bourguignon (Luiza) e um bolo de nozes (Lorençato).
Participantes cozinharam para Tonon, Luiza e Lorençato. Foto: Carlos Reinis/Band/Divulgação
Participantes cozinharam para Tonon, Luiza e Lorençato. Foto: Carlos Reinis/Band/Divulgação
De um lado, a equipe azul com o líder Eduardo R. mais Haila, Helton e, do outro, a vermelha com Juliana N., Rodrigo e Lorena (a capitã). Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça ficaram na cozinha e avaliaram os pratos antes dos críticos, inclusive consertando o que podia ser arrumado em dez minutos.
Todos pareciam estar atrapalhados. Nenhum dos seis sabia direito o que era um cuscuz paulista – um clássico da comida brasileira. Peneiraram o molho em cima do prato (sujando todo ele). O time de Eduardo não serviu o purê com o bourguignon. O creme de confeiteiro de um dos times estava “horrível”, segundo Jacquin.
Eduardo R. mostra as preparações para Jacquin. Foto: Carlos Reinis/Band/Divulgação
Eduardo R. mostra as preparações para Jacquin. Foto: Carlos Reinis/Band/Divulgação
A equipe vermelha venceu por causa do bolo de nozes que mais se aproximou da versão da mãe de Lorençato.