Bom Gourmet

Conheça a Pastéis Yamashiro, barraquinha por trás do Capistel de Curitiba

Gabriel Faria
26/02/2025 16:04
Thumbnail

Cristiane Yamashiro, ou Mity, com o Capistel. Bianca Almeida

Avistar produtos temáticos de capivara pelas feiras de Curitiba não é uma tarefa difícil. Mas, entre os chaveiros, pelúcias e camisetas, há um que chama a atenção: o Capistel, da barraca Pastéis Yamashiro. Criado durante a pandemia, o pastel em forma de capivara se tornou um sucesso instantâneo nas redes e segue atraindo turistas de vários lugares do mundo até hoje.
"No começo, fazia só um pastel de vento para enfeitar a barraca, mas o pessoal começou a pedir para rechear e vender. Aí não deu outra. Comecei a vender e não parei mais", conta a dona da barraquinha, Cristiane Yamashiro, mais conhecida como Mity.
"Um cliente nosso postou no Twitter (atualmente X) e viralizou. Em questão de minutos, alcançou um monte de gente. Começaram a compartilhar no Instagram, no TikTok, e no YouTube também", explica.
O sucesso nas redes foi um ponto de virada para a barraca, que se tornou um dos destinos favoritos dos turistas nas feiras curitibanas, atraindo até viajantes do Japão. Em um dia de semana normal, são vendidos cerca de 200 Capistéis.
Pegando embalo na fama, a barraquinha passou a oferecer toda uma família de salgados de capivara. Além dos Capistéis de queijo, carne e chocolate, há também a Capixinha de frango, a Cabexinha de frango com catupiry e Capivina, todos por R$ 22.
A produção dos salgados é artesanal, e Cristiane, que também é artesã, é responsável por modelar os lanches com formato especial. A produção dos salgados tradicionais, como pastéis, coxinhas, espetinhos e salsicha empanada, fica a cargo dos familiares.
O artesanato de Mity também serviu para criar brindes baseados nos seus produtos. Além dos salgados, quem visita a Yamashiro também pode levar chaveiros no formato da Capixinha e a Capimascote, uma pelúcia de capivara segurando o Capistel.

Negócio de família

A história da Pastéis Yamashiro começa em 1972, com o imigrante japonês Seigi Yamashiro, avô de Cristiane, que atuava como feirante de hortifruti. O pastel apareceu algum tempo depois, quando um familiar trouxe a receita de São Paulo.
Cristiane, que tem 45 anos, começou a trabalhar ao lado de seu pai aos 15. Da mesma forma, hoje são seus filhos que a ajudam a tocar o negócio. "A família é muito grande. A parte do meu pai é dividida em dez irmãos e todos trabalham com pastel. Como é uma tradição de família, os filhos também participam e gostam de trabalhar. É uma forma da gente honrar nossos antepassados", explica.

Onde encontrar o Capistel

Feira Livre Centro Cívico, às quartas-feiras, das 15h às 20h. Rua Ernâni Santiago de Oliveira, s/n.
Feira Livre Noturna do Água Verde, às quintas-feiras, das15h às 21h30. Rua Professor Brasílio Olvídio da Costa, s/n.
Feira Orgânica Diurna Praça da Ucrânia, aos sábados, das 7h às 12h. Rua Capitão Souza Franco, Praça da Ucrânia.

Participe

Qual prato da culinária japonesa você quer aprender a preparar com o Bom Gourmet?

NewsLetter

Seleção semanal do melhor do Bom Gourmet na sua caixa de e-mail