Thumbnail

Bom Gourmet

Conheça a história da Bala de Banana Antonina e veja uma receita com ela

Camila Tremea, especial para a Gazeta do Povo
12/02/2016 23:01
Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo
Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo
É impossível comer uma só. O slogan parece familiar, mas para os paranaenses ele é, no mínimo, adequado: depois de abrir apenas uma bala de banana “daquelas do papelzinho verde”, existe uma necessidade iminente de comer todo o pacote.
Essa antiga e deliciosa história começou com a família do João Soter Corrêa, vinda de Guaramirim (SC) nos anos 1970 para trabalhar em Antonina, no litoral Paranaense. Ele e o filho, José Carlos Corrêa (Zeca), trabalhavam com palmito em conserva na época e enfrentavam dificuldades com a produção. Uma pequena fábrica de bala de banana tentava se instalar por ali no período, mas o negócio não havia dado certo. Foi então que pai e filho resolveram investir no ramo. Afinal, com o cultivo abundante de banana na região, a ideia poderia, literalmente, render bons frutos. De Santa Catarina, trouxeram o baleiro José, carinhosamente chamado de seu Zezo. Com ele, veio também a receita do sucesso.
Depois dos ajustes, a receita finalmente deu certo. Em 1979, estava fundada a Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Soter Ltda., famosa Bala de Banana Antonina, uma homenagem do Zeca à pequena cidade do litoral paranaense que acolheu sua família. No começo, a empresa familiar – que mantém sua forma de gestão até hoje – abastecia apenas o comércio local. A fábrica foi ganhando mercado e, atualmente, emprega 17 funcionários com capacidade para produzir, em média, 500 quilos de bala de banana por dia. 80% dessa produção é distribuída para atacadistas e distribuidores de Curitiba e Região. Uma pequena parte atende o comércio do litoral do Paraná e alguns clientes da Bahia, São Paulo e Minas Gerais. Nos demais estados do Brasil, a venda é realizada somente para pessoas físicas pelo site (www.balasantonina.com.br).
Hoje, muitas outras balas são comercializadas no estado. Basicamente, as receitas são muito parecidas, mas variam conforme o tipo da banana, o ponto de cozimento e se tem ou não conservantes. O clima também influencia no desenvolvimento da fruta – típica de regiões tropicais – o que pode modificar a qualidade e o sabor do produto. Mas para Rafaela Corrêa, filha e uma das administradoras da empresa, ao lado da mãe e do irmão, isso não é um problema. “Cada um tem o seu espaço no mercado. Somos uma das mais antigas e tradicionais do Paraná, o que faz da Bala de Banana Antonina um verdadeiro souvenir para os turistas”, diz. A embalagem foi criada e desenhada a mão pelo próprio Zeca e nunca foi modificada, o que mantém a identidade da marca e a transforma num símbolo do Paraná. “Os comerciantes me falam que a nossa bala de banana está entre os três produtos mais vendidos, ao lado da farinha de mandioca e do caldo de cana. Não oferecer um desses produtos é perder o cliente”, afirma Rafaela.
Uso em receitas
Deliciar-se com a tradicional Bala de Banana Antonina é trivial para os paranaenses. Mas será que esta é a única forma de degustá-la? Para conferir, o Bom Gourmet  pediu para que a culinarista Lizete Deischl apresentasse sugestões de receitas com a bala. Entre as tentativas – que incluiu também um sonho frito e outro assado –, ela optou por deixar a bala em seu formato original. O resultado: um doce que mescla a bala com pão de mel (caseiro ou industrializado) e chantilly. Pode ser finalizada como torta ou em taças.

Participe

Qual prato da culinária japonesa você quer aprender a preparar com o Bom Gourmet?

NewsLetter

Seleção semanal do melhor do Bom Gourmet na sua caixa de e-mail